quinta-feira, 31 de maio de 2012
Viva o Twitter da Lei Seca
quinta-feira, 24 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Uptade on Saverin´s story
Senators want to block Facebook’s Saverin from reentering the U.S (update)
“Mr. Saverin has decided to ‘defriend’ the United States of America just to avoid paying his taxes. We aren’t going to let him get away with it so easily,” Schumer said. “It’s infuriating to see someone sell out the country that welcomed him and kept him safe, educated him and helped him become a billionaire. This is a great American success story gone horribly wrong. We plan to put a stop to this tax avoidance scheme. There should be no financial gain from renouncing your country.””We simply cannot allow the ultra-wealthy to write their own rules,” said Senator Casey. “Mr. Saverin has benefited greatly from being a citizen of the United States but he has chosen to cast it aside and leave U.S. taxpayers with the bill. Renouncing citizenship to simply avoid paying your fair share is an insult to middle class Americans and we will not accept it.”
Saverin, Cuba and the right to leave
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Ligando os pontos: Delta, JBS e Paris.
quinta-feira, 22 de março de 2012
A velha tatica de criar um inimigo externo
Pátria amada
Já houve um tempo em que era praticamente proibido importar vinhos no Brasil. A produção local era soberana. Depois, começaram a aparecer uns vinhos argentinos muito ruins, de quinta categoria lá, mas tratados aqui como finos. A produção local continuou sem competição.
Não se notou qualquer melhora do vinho nacional nesse longo período de proteção. Ao contrário, o produto fabricado aqui, com uvas locais, só começou a dar sinais de melhora quando a importação se abriu e o brasileiro começou a conhecer o que era um bom vinho. O consumo foi crescendo, por essa razão, o aumento da oferta, mas também seguindo padrões globais de comportamento, nos quais o vinho ganhou até um aspecto cultural. Assim, nos últimos anos, aumentou tudo, consumo, importação e produção interna.
Mas isso não está bom, na opinião de associações de produtores locais. Pediram e o governo abriu uma investigação para avaliar a aplicação de salvaguardas – cotas ou mais tarifas de importação sobre o vinho (a atual tarifa é de 27%, já muito alta, mas não se aplica aos países do Mercosul, Argentina e Uruguai, e ao Chile, que tem acordo especial).
O caso ainda está em estudos no Ministério do Desenvolvimento, mas o discurso da presidente Dilma aos produtores, feito no Rio Grande do Sul, deixou todos eles muito animados.
Hoje, o vinho nacional alcança níveis razoáveis de qualidade. Mas perde na relação custo/benefício. Com o preço que se paga por um bom nacional compra-se um argentino ou chileno bem superior. E esses estrangeiros já chegam aqui muito mais caros do que em seus países de origem. O pessoal das vinícolas chilenas se espanta quando sabe do preço cobrado pelos seus produtos no Brasil.
Mais ou menos na mesma época em que não se podia importar bons vinhos, era proibido importar carros, bons ou ruins. Esse mercado era totalmente fechado e protegido.
Quando se abriu, no início dos anos 90, verificamos que décadas sem competição haviam deixado as famosas carroças. A indústria só começou a avançar quando submetida à concorrência externa.
De 2000 para cá, a estabilização da economia, a consequente volta do crédito e a expansão global puxaram o crescimento do país. O mercado chegou a 3,5 milhões de carros, o quarto ou quinto do mundo.
Mas também não está bom para os produtores locais, todos multinacionais. O setor pediu e já conseguiu várias formas de proteção contra os carros importados.
O governo, conforme têm dito a presidente e os ministros Guido Mantega e Fernando Pimentel, não vai fazer o papel de bobo e deixar que os estrangeiros venham aqui conquistar nosso mercado.
Há situações em que a produção local pode e deve ser protegida. A legislação da Organização Mundial do Comércio, à qual o Brasil está submetido, prevê esses casos. Por exemplo: exportações predatórias, a preços artificialmente baixos, podem ser barradas. Também admite dar um tempo de proteção até que uma determinada indústria local nasça e/ou ganhe mais musculatura.
Mas, no geral, o comércio internacional e a abertura dos mercados constituem fatores de desenvolvimento global e nacional. Isso mesmo, importação é bom. Os países ganham com as importações. Ganha a produção local, com a aquisição de tecnologias e insumos modernos, e ganha o consumidor, que tem à sua disposição uma maior variedade de produtos de qualidade.
Nenhum país precisa produzir tudo que consome. E um país do tamanho do Brasil nunca será essencialmente importador. É mais negócio produzir neste mercado tão grande. Hoje, por exemplo, apenas 18% das compras externas são bens de consumo.
Assim, o nacionalismo não passa de um falso discurso. Não chegaram a tanto, mas estão quase nos dizendo que importar é um ato de lesa-pátria. E estão nos vendendo gato por lebre. Dizem que as medidas protecionistas se enquadram no programa de criar condições de inovação e ganhos de eficiência para a indústria nacional. É falso.
O que estão fazendo, simplesmente, é exportar o custo Brasil. Sim, está difícil a vida da indústria no Brasil. Mas não é por causa do ataque dos estrangeiros. Está difícil porque é caro produzir no Brasil. É caro fazer negócios no Brasil, inclusive no comércio de importados.
O dólar é parte do problema, mas hoje certamente está longe de ser a parte principal. Reparem: a moeda chilena também está valorizada e o vinho deles, melhor, sai mais barato que o brasileiro; idem para a moeda mexicana, e o carro deles também sai melhor e mais barato.
Proibir, limitar e taxar os importados não trará qualquer ganho de eficiência nem de escala à produção local. Apenas tornará todos os produtos, nacionais e importados, mais caros.
Resumo da ópera: como é difícil ter um plano de médio prazo para a redução do custo Brasil e a eliminação dos entraves à eficiência nacional; e como é difícil justificar tecnicamente as medidas protecionistas, parte-se para esse falso e perigoso patriotismo, que é o ataque ao estrangeiro.
Como o governo e produtores argentinos fazem com a gente.
Fonte: O Globo, 22/03/2012
Lei seca, alguma semelhanca?
O Estado meliante
___ Marcus Vinicius de Freitas*
Recentemente, a cidade de São Paulo alterou o limite de velocidade, reduzindo a média de 70 para
Poderia a mensagem ser mais inconsistente? Numa cidade cada vez mais lenta, ao invés de se melhorar a qualidade das vias públicas, com obras de infraestrutura e inteligência de tráfego, o governo municipal não só trava a cidade, como cria mecanismos para extorquir, ainda mais, o contribuinte. A afirmação da suposta melhoria na segurança é utilizada para manipular a população, enganada por esse tipo de discurso, sem a devida correspondência na qualidade dos serviços públicos prestados. As ruas continuam sem faixas, esburacadas, com semáforos que não funcionam, enorme deficiência na sinalização e um exército de fiscais ávidos por aumentar a arrecadação de um Estado cada vez maior e incompetente.
Há muito tempo se tornou uma prática do Estado brasileiro utilizar meias verdades para enganar o contribuinte. Essas meias verdades sempre implicam no assalto ao bolso do cidadão, sem a devida contrapartida. O Brasil se transformou no país da “pegadinha do malandro”, com a administração pública, em todos os níveis, usando-se da suposta melhoria de um determinado aspecto para aumentar a tributação e o tamanho do Estado ineficiente.
É preciso o Brasil acordar para o fato de que os impostos e o Custo Brasil sepultarão o futuro do País e de seu grande potencial, agora reconhecido internacionalmente. Enquanto o Brasil for o país da pegadinha e do poder público desonesto, seu futuro e destino estarão seriamente comprometidos.
O que fazer, então? Em primeiro lugar, dizer não à extorsão e à falta de seriedade naquilo que os agentes políticos afirmam. O Estado não detém o monopólio da verdade e cabe aos cidadãos questionar toda e qualquer medida que vise unicamente aumentar a arrecadação. Em segundo lugar, os cidadãos precisam organizar-se, coletivamente, no sentido de não pagar pelo peso excessivo do Estado. Precisamos, verdadeiramente, de um “Tea Party” ou, como foi em nossa época colonial, de uma Derrama, no sentido de afirmar ao Poder Público que não é mais possível seguirmos nesse processo de enganos e extorsões.
A seriedade do Estado e a responsabilidade com as finanças públicas são o primeiro compromisso de todo governante. Se os partidos políticos não sabem defender esta bandeira, está na hora de o cidadão retomar aquele que é o seu direito: pagar menos impostos e, por aquilo que recolher, ter a devida contrapartida nos serviços públicos. Precisamos de um Estado honesto e não um meliante.
